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Desde que há memória que se produz Sal Marinho nas salinas de Castro Marim. Diversas civilizações o fizeram, desde os romanos, aos árabes, e lusitanos, até aos nossos tempos.
Sal, elemento essencial à vida. Sal, moeda de troca. Sal, única forma de conserva dos alimentos, Sal, permitindo navegar mais longe. Sal, riqueza de Portugal. Esta história, esta dependência, este querer, levou ao aperfeiçoamento milenar de um produto e de um modo de produção que temos a riqueza de herdar.
Castro Marim é Sal. Poucas terras Portuguesas o poderão afirmar desta maneira. Quem já lá andou sabe-o. Rodeada de salinas, toda a sua vivência, toda a sua história transpira esta cultura milenar. Nas suas argilas, nos seus sapais, pela mão dos seus homens, nasceram salinas, agora centenárias. Hoje, na sequência do ontem, preservam-se os métodos mais provados, mais puros, aqueles em que o homem, os instrumentos e a salina preservam a perfeição alcançada ao longo de tanto tempo.

Produção ecológica e artesanal
Na nossa produção orgulhamo-nos deste saber e deste local: um local único, puro como o mar. As nossas salinas estão localizadas no coração da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim (www.icnb.pt), a primeira em Portugal. As nossas águas estão livres de indústrias e esgotos. As nossas argilas guardam a higiene causada pelo Sal de muitos séculos. O nosso vento sopra do mar e da serra deserta. O nosso Sol é o Sol Algarvio!
A recolha à mão, de forma artesanal, com instrumentos milenares, permite manter no Sal esta pureza, sem uso de químicos, sem máquinas, sem óleos. Assim o nosso Sal é branco, puro, reluzente, rico nos minerais do oceano, base da vida na Terra, embalado tal qual o vento e o sol o retiram da água do mar!




 







  AS SALINAS DE CASTRO MARIM

Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Stº António
Localizadas integralmente dentro da Reserva Natural (www.icnb.pt), as nossas salinas garantem um ambiente isento de poluição, em plena harmonia com a natureza.
Com 2000 hectares, a Reserva Natural coabita em simbiose com a produção de Sal marinho tradicional, contribuindo esta de forma decisiva para a manutenção de um ecossistema terrestre e aquático de elevada biodiversidade: aves, animais marinhos, flora e ocupação humana em pleno equilíbrio. Os diversos estatutos internacionais de protecção atribuídos a esta Reserva Natural atestam a sua qualidade ambiental:
- Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar)
- Zona de Protecção Especial (Directiva Aves)
- Rede Natura 2000 (Directiva Habitats)

A vivência do Sal
O Sal é produzido em Castro Marim há quase 2000 anos, introduzido pelos Romanos que aqui produziam o famoso Garum. A estrutura produtiva manteve-se ao longo dos séculos, numa área geográfica inalterada, envolvendo a vila. Castro Marim mantém a maior comunidade portuguesa de salinicultores artesanais, factor distintivo e garante da preservação dos métodos tradicionais. Uma cultura mantida por homens na exploração das salinas, conhecendo como ninguém a água, as marés, a argila, o sol e o vento.

Um método de produção centenário
A água proveniente do estuário do rio Guadiana ao ritmo das marés, entra terra adentro pelos esteiros (braços de rio), inundando as terras de argila do sapal. O marnoto (o que governa a salina), nas marés vivas abre a comporta da salina enchendo o viveiro (reservatório de água escavado na argila) de águas frias. Passo a passo, o marnoto faz a água circular dos viveiros de águas frias para os de água quentes, por gravidade e em momentos adequados, fazendo a água estagiar durante dias, decantando-a naturalmente e aumentando gradualmente, por evaporação, a salinidade da água. No fim deste ciclo de governo das águas o marnoto leva pequenas quantidades desta água já saturada de Sal aos talhos, pequenas “piscinas” rectangulares escavadas na argila, de onde a Flor de Sal é colhida com o coador e onde o Sal se precipitará ao fim de poucos dias. O marnoto usa então o rodo (instrumento de madeira) para puxar o Sal para fora do talho, num processo cuidado, onde a sua experiência é essencial para separar o Sal branco da argila negra do fundo. O Sal e a Flor do Sal são então secas ao sol e ao vento antes de serem embaladas, prontas para consumo.
Em todo este processo, não são usadas máquinas, nem ferros, nem combustíveis, nem químicos! Não são produzidos resíduos, não existem desperdícios! Somente ferramentas e instrumentos de madeira e materiais equivalentes, a força do homem e da natureza.

Uma comunidade em evolução
Sediadas em Castro Marim, a Cooperativa Terras de Sal (www.terrasdesal.com) e a associação de produtores Tradisal (www.tradisal.com), são dois dos símbolos de modernidade e associativismo dos pequenos produtores tradicionais de Sal locais. Focadas na promoção e desenvolvimento do nosso Sal marinho tradicional, são exemplos do esforço mais recente na formação de mais salineiros e na divulgação deste produto no mercado nacional e internacional, transportando esta vivência do Sal para um mercado global. O Sal Marinho Tradicional de Castro Marim apresenta-se hoje como um produto que segue as melhores práticas de produção e comercialização, acessível ao consumidor nos mais diversos locais, embalagens e formas.

 
 
SPA SALINO e VISITAS
Salina Barquinha - Estrada Nacional 122, Castro Marim
3712'52" N 726'18'' W
Tel. +351 96 540 48 88    turismo@aguamae.pt    www.facebook.com/aguamae.cm
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